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Cinco dicas para identificar uma Fake News


Como a divulgação de notícias falsas pode influenciar opiniões e atingir diretamente o senso crítico das pessoas? Boato e fofoca sempre existiram. É comum ouvirmos dizer que alguém teve a reputação manchada por causa de um boato, ou que um relacionamento foi prejudicado devido à fofocas maldosas sem qualquer fundo de verdade. Em um cenário mais abrangente, que envolve toda a sociedade, fatos sem comprovação ou simplesmente inventados, com a ajuda das redes sociais para divulgação massiva e instantânea, podem servir para desenhar mudanças que irão impactar a vida de um país todo. É o que acontece nas eleições.

De acordo com o maior estudo já feito sobre a disseminação de notícias falsas na internet, realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as fake news se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras. Ainda, segundo estimativa da PSafe, 8,8 milhões de pessoas no Brasil teriam sido impactadas por fake news nos três primeiros meses deste ano, e 96% desse material começa a ser disseminado pelo WhatsApp. Essa dinâmica da propagação da mentira, feita de forma pensada e estratégica, ganhou olhares de todo o mundo após as últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos. O fato já foi notado também na última eleição presidencial no Brasil e se repete na atual, mas a preocupação não se restringe ao mundo da política. Informações falsas podem prejudicar marcas, empresas e profissionais. É preciso que as pessoas entendam o real poder de interferência de uma informação falsa e cultivem o hábito de checagem, prática antes quase exclusiva de jornalistas. Pensando nisso, decidimos criar este post com cinco dicas para não cair em fake news. Confira abaixo:

1. Ler o título não é o mesmo que ler a matéria

Leia sempre a matéria na íntegra. A chamada, ou título, tem a função de despertar o interesse do leitor e atraí-lo para a leitura do conteúdo completo. Por isso, muitas vezes o título contém exageros ou frases fora de contexto. Você só vai conseguir saber se a chamada representa a realidade da informação se ler a matéria toda. Se quiser emitir alguma opinião depois sobre o que você leu, melhor então ler tudo e não apenas uma linha. Ao ler toda a matéria é possível também identificar se há erros linguísticos. Normalmente, uma fonte confiável vem de um jornalista e este profissional dificilmente vai cometer erros primários como escrever uma palavra de forma incorreta ou um texto com erros de concordância.

2. Verifique a data da publicação

Algo que faz total sentido hoje pode não fazer mais amanhã. Uma notícia postada anos atrás pode ter um peso e uma interpretação totalmente diferente no futuro. Por isso, acesse a página e busque a data em que a informação foi postada.

3. Atente-se para os exageros e tom pejorativo

Muitas vezes, uma notícia falsa começa a ser exaustivamente compartilhada exatamente pelo absurdo da informação. Voltando ao primeiro ponto, muitas pessoas leem apenas o enunciado, têm uma reação de choque com a notícia e passam a disseminar isso sem ao menos assimilar o contexto todo. É uma característica do ser humano querer “chegar na frente” e mostrar que ficou sabendo de algo antes dos outros. Se a informação for algo que contém exagero e pode causar uma comoção ainda maior, a vontade de compartilhar também será ampliada. Além disso, se o texto conter um tom pejorativo contra alguém, pode desconfiar. Mesmo sabendo que profissionais e meios de comunicação podem ser parciais, existe uma ética jornalística que, normalmente, é respeitada. Por isso, tome cuidado com os absurdos que encontra por aí.

4. Cheque a fonte e os meios utilizados para divulgar a notícia

Quem escreveu? Divulgou onde? O que esse formador de opinião costuma divulgar? O meio de comunicação é conhecido? Mesmo em blogs menores é possível ter uma percepção da qualidade e veracidade da informação se você checar o histórico do que é divulgado. Veja se existe perfil em redes sociais, o que as pessoas comentam, cheque publicações mais antigas, os comentários dos leitores. Tudo isso ajuda a criar uma imagem da pessoa ou veículo que está divulgando a matéria. E, embora possa existir um posicionamento, meios tradicionais e grandes empresas de mídia ainda são fontes legítimas de informação.

5. Utilize ferramentas próprias para isso

Existem ferramentas com a única finalidade de verificar a autenticidade de notícias postadas na internet. Algumas delas são: Hoaxy, Boatos.org e Checagem do Google. Para conhecer com mais detalhes cada uma destas ferramentas, entre outras, confira na publicação feita pela Vivo Tech.


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